Meses depois de um evento, poucas pessoas conseguem lembrar a programação inteira. Horários, ordem das apresentações e boa parte do que aconteceu já se misturaram. Alguns momentos continuam claros.
Para o Marketing, essa diferença merece atenção. O planejamento define o que será apresentado ao público, mas não determina o que cada pessoa vai guardar daquela experiência.
Um evento pode ter uma produção impecável e ser pouco lembrado. Outro pode deixar referências que continuam fazendo sentido para aquele grupo por bastante tempo.
Na produção, cada parte do evento tem horário, duração e função. Para quem participa, esse peso não é proporcional.
Uma atividade de poucos minutos pode ser lembrada com facilidade, enquanto uma apresentação mais longa desaparece rapidamente da memória.
Isso costuma acontecer quando alguma situação tem relação direta com as pessoas presentes. Pode envolver alguém conhecido, uma escolha do próprio público ou uma circunstância que só faz sentido para aquele grupo.
Em eventos corporativos, esse contexto pesa bastante. Os participantes já conhecem colegas, áreas, cargos e algumas características uns dos outros. Uma situação aparentemente simples pode chamar atenção justamente por contrariar o comportamento que todos estão acostumados a ver no trabalho.
Por isso, repetir um mesmo formato em duas empresas não significa produzir a mesma experiência.
Quando tudo está definido previamente, o público recebe uma experiência muito parecida.
Ao abrir espaço para escolhas e participação, parte do que acontece passa a depender das pessoas presentes.
Esse detalhe muda bastante o tipo de lembrança que pode surgir.
Quem tomou uma decisão, aceitou participar ou acompanhou de perto alguém conhecido tem uma relação diferente com aquele momento. A experiência deixa de ser apenas algo que aconteceu diante da pessoa e passa a incluir uma ação dela ou de alguém com quem já existe uma relação.
Para o Marketing, isso ajuda a explicar por que certos momentos acabam recebendo um peso maior do que outros, mesmo sem terem sido planejados como os pontos principais da programação.
Pesquisas de satisfação, avaliações e indicadores continuam sendo formas importantes de medir um evento.
Mas também vale observar o que as pessoas retomam espontaneamente depois.
Quais situações continuam sendo mencionadas? Que histórias são contadas para quem não estava presente? Há algum momento que passou a ser usado como referência entre os participantes?
Essas respostas ajudam a identificar o que o público selecionou por conta própria.
E isso nem sempre coincide com o que a organização imaginava como ponto alto.
Em formatos em que o público também interfere no que acontece, parte da experiência só se define durante o evento.
Nos eventos com a Live Karaoke, repertório e participantes variam conforme as escolhas do próprio grupo. A estrutura é planejada, mas o que acontece dentro dela não é totalmente previsível.
Por isso, duas empresas podem usar o mesmo formato e viver situações bastante diferentes, determinadas pelas pessoas que estavam ali.
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